sábado, novembro 17, 2007

Non Je Ne Regrette Rien!

É muito difícil compartilhar tudo que eu senti, vivi, chorei, a comoção que ver La Mome (Piaf, um hino ao amor) me causou.

É a obra mais trágica, linda, intensa que vi em anos e só assim põe-se, de joelhos, a altura da pequetita pardalzinha dos olhos azuis mais profundos, doces, temerosos, fortes que a música já contemplou, eternizada no panteão da civilização francesa, da humanidade...

Piaf, mais uma vez, 45 anos após descansar de tudo que a fazia sofrer, volta a fazer parte da minha vida para me lembrar do quanto arrepender-se de ter vivido livremente é patético e risível.

Lembrar que a vida não pode ser castrada por convenções, que se deve amar loucamente, que tudo só tem sentido se a alma ferver, que o preço pode ser alto mas que sempre você poderá mandar tudo às favas e dizer que por mais que tenha sofrido você VIVEU, você teve coragem de não ser uma farsa!

Non, Rien De Rien, Non, Je Ne Regrette Rien
Ni Le Bien Qu'on M'a Fait, Ni Le Mal
Tout Ca M'est Bien Egal
Non, Rien De Rien, Non, Je Ne Regrette Rien
C'est Paye, Balaye, Oublie, Je Me Fous Du Passe

Avec Mes Souvenirs J'ai Allume Le Feu
Mes Shagrins, Mes Plaisirs,
Je N'ai Plus Besoin D'eux
Balaye Les Amours Avec Leurs Tremolos
Balaye Pour Toujours
Je Reparas A Zero

Non, Rien De Rien, Non, Je Ne Regrette Rien
Ni Le Bien Qu'on M'a Fait, Ni Le Mal
Tout Ca M'est Bien Egal
Non, Rien De Rien, Non, Je Ne Regrette Rien
Car Ma Vie, Car Me Joies
Aujourd'hui Ca Commence Avec Toi

Não, De Jeito Nenhum

Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Nem o bem que me fizeram,
Nem o mal, para mim tanto faz...

Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Está pago, varrido, esquecido
Eu estou farta do passado

Com minhas lembranças,
Eu alimentei o fogo
Minhas aflições, meus prazeres
Eu não preciso mais deles

Varri meus amores
Junto a seus aborrecimentos
Varri por todo dia
Eu volto ao zero

Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Nem o bem que me fizeram,
Nem o mal, para mim tanto faz...
Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Minha vida, Minhas jóias
Hoje
Começa com você

domingo, novembro 04, 2007

A-LE-LU-IA....

A-le-lu-ia pelo sol ter voltado e não querer ir embora...

A-le-lu-ia por rever amigos preciosos que tanto fizeram falta...

A-le-lu-ia pelas andorinhas, puras e meigas, deslizando ao vento...

A-le-lu-ia por Salvador e pela Bahia serem a terra da alegria, felicidade....

A-le-lu-ia praia, A-le-lu-ia mar, A-le-lu-ia júbilo, A-le-lu-ia...

quinta-feira, novembro 01, 2007

You can't always get what you want....

O mais cômico de se optar por ser franco é a possibilidade de se destruir os melhores sonhos por não prever as reações ao que você pensa, ingenuamente, ser a forma correta e honesta de agir.

E quando isso acontece as opções quase se esgotam.

Você pode lamentar, pela eternidade, ou aprender a rir não da tristeza, do arrependimento, de tudo que poderia ter sido mas aprender a rir de si, a entender o quanto a existência pode ter passagens que poderiam ter sido grandiosas mas foram apenas uma demonstração de tolice e ingenuidade.

Nada pior do que se levar a sério ao ponto de reagir passionalmente a tudo.

Ao ponto de achar que as coisas mais importantes, quando se esvaem, deixam apenas impossibilidades e frustração até que você acabe notando que pode subsistir da simples descoberta de que boa parte do que você imaginou ser vital não passa de uma grande tolice e boa parte das suas projeções mais ingênuas não passam de idealizações infantis de um eterno retorno ao paraíso perdido.

You can't always get what you want...


P.S. : Thank you a lot, Hank Mood, the best non-existent writer in world!