É a obra mais trágica, linda, intensa que vi em anos e só assim põe-se, de joelhos, a altura da pequetita pardalzinha dos olhos azuis mais profundos, doces, temerosos, fortes que a música já contemplou, eternizada no panteão da civilização francesa, da humanidade...
Piaf, mais uma vez, 45 anos após descansar de tudo que a fazia sofrer, volta a fazer parte da minha vida para me lembrar do quanto arrepender-se de ter vivido livremente é patético e risível.
Lembrar que a vida não pode ser castrada por convenções, que se deve amar loucamente, que tudo só tem sentido se a alma ferver, que o preço pode ser alto mas que sempre você poderá mandar tudo às favas e dizer que por mais que tenha sofrido você VIVEU, você teve coragem de não ser uma farsa!
Non, Rien De Rien, Non, Je Ne Regrette Rien
Ni Le Bien Qu'on M'a Fait, Ni Le Mal
Tout Ca M'est Bien Egal
Non, Rien De Rien, Non, Je Ne Regrette Rien
C'est Paye, Balaye, Oublie, Je Me Fous Du Passe
Avec Mes Souvenirs J'ai Allume Le Feu
Mes Shagrins, Mes Plaisirs,
Je N'ai Plus Besoin D'eux
Balaye Les Amours Avec Leurs Tremolos
Balaye Pour Toujours
Je Reparas A Zero
Non, Rien De Rien, Non, Je Ne Regrette Rien
Ni Le Bien Qu'on M'a Fait, Ni Le Mal
Tout Ca M'est Bien Egal
Non, Rien De Rien, Non, Je Ne Regrette Rien
Car Ma Vie, Car Me Joies
Aujourd'hui Ca Commence Avec Toi
Não, De Jeito Nenhum
Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Nem o bem que me fizeram,
Nem o mal, para mim tanto faz...
Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Está pago, varrido, esquecido
Eu estou farta do passado
Com minhas lembranças,
Eu alimentei o fogo
Minhas aflições, meus prazeres
Eu não preciso mais deles
Varri meus amores
Junto a seus aborrecimentos
Varri por todo dia
Eu volto ao zero
Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Nem o bem que me fizeram,
Nem o mal, para mim tanto faz...
Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Minha vida, Minhas jóias
Hoje
Começa com você
